"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica, poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias." Deepak Chopra

terça-feira, 30 de julho de 2013

Água, esta maravilhosa estrutura, de tão simples, sofisticada!




aiaiaiai...
Eu bebo água do rio Tietê, que informações recebo??? Ele bebe água do rio Reno... aff. Bem que eu gostaria de beber sempre água da fonte, mas então, ela estaria quase pura, sem informações. Se pensarmos mais, quando bebemos água mineral, bebemos que tipo de informação??? 
Eu me lembro das aulas do Ysao Yamamura, que falava dos tipos de água para beber. Mas ele falava quanto à quantidade de Yin e Yang, nunca da memória da água. Ele dizia que água de coco era a mais nobre das águas, pois carreava o Yang mais puro. Água de poço, ou mineral eram as mais pesadas, pois carreavam mais Yin. Água da cachoeira, era Yang. E portanto, ele aconselhava a ingerir água de acordo com sua fonte, nunca de acordo com seu trajeto. Esta é uma nova perspectiva a ser considerada.
Se somos compostos de 70% de água, e se esta água recebe todas as informações que nela se envolvem, o que estamos vibrando sobre esta água que nos compõe? Que informações transmitimos na água que eliminamos (suor, lágrima, saliva, respiração, excreções)? Que tipo de informações emitimos por meio da água que perdemos todos os dias? Como isso influencia nosso meio, a natureza, o equilíbrio da Terra? Será que nisto consiste o conceito de Cordas? 
Fica fácil entender agora como podemos "sentir" o que o outro está sentindo, sentir o cheiro, os pensamentos, a vibratória de cada um. Por isso uns agradam tanto, enquanto outros nos causam repulsa... agora posso entender melhor quando se diz que somos o que pensamos, sentimos, comemos e respiramos.
Na Umbanda, Vô Mata e Silva e Pai Rivas já falavam sobre as 7 águas. Preciso ler mais sobre isso. Bendita sabedoria da tradição oral, que não espera a ciência para espalhar as verdades escondidas na aurora dos tempos.

domingo, 28 de julho de 2013

Processo de Cura


Hoje me lembrei de uma foto onde um professor dizia que estava feliz pois suas mãos estavam sujas apenas de giz, e comecei a pensar a respeito. De que estavam sujas minhas mãos?
Nos últimos meses me vi envolta em reflexão a respeito da Medicina e sua via crucis no Brasil. Vivi o processo do paciente terminal. Me senti revoltada, indignada, arrependida, agredida, e envergonhada por tudo que via, lia, ouvia...
Pessoas que foram atendidas por mim, no “postinho”, às vezes sem direito de passar por ele, por que moravam do outro lado da cidade, mas que faziam questão de passar comigo, a médica do postinho, e que foram atendidas por mim, mesmo assim, um paciente a mais no dia, sem direito a descanso e sem almoço, escondidos da administração... esses mesmos pacientes, publicando artigos,  comentários desonrosos, vergonhosos sobre os médicos do SUS, os médicos do Brasil... eu me senti enganada, ludibriada, ofendida. E pasmem, eles ainda continuam passando comigo, acho que pensam que eu não li os comentários deles... acham que o médico não ouve, não vê, não sente. E ainda continuam sendo atendidos com um sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido. Não sentem vergonha?
Minhas mãos estão sujas sim do suor do meu trabalho, 12h por dia, de segunda à sexta-feira, do sangue daqueles que um dia suturei, das mágoas e ressentimentos que um dia presenciei, das lágrimas que um dia sequei, da vida. Minhas mãos estão sujas do suor da vida, das  lágrimas por mim choradas diante de tanta dor e sofrimento presenciadas diariamente.  Isto sim, sei que poucos verão sentados confortavelmente em seus sofás, assistindo o Fantástico e Jornal Nacional.
Minhas mãos estão sujas sim pelo pedido de socorro ouvido em vão, quando não pude, mesmo querendo, ajudar alguém. Quando, mesmo tendo o diagnóstico feito, não pude evitar a morte de alguém. Quando tive que consolar a família, com argumentos que não convenceriam nem a mim. Dizer o quê diante da lentidão do sistema, da burocracia, da falta de recursos? E trabalho em São Paulo, a capital. Vocês podem imaginar o que acontece no resto do Brasil?
Sei que sou médica. Antes, durante e depois desta vida. Tenho orgulho de minhas escolhas, de optar pela periferia, mesmo quando ouço críticas (justas) às condições que enfrento lá. Fiz escolhas embasadas em minhas crenças pessoais, e ninguém tem a obrigação de pensar como eu. Acredito e isso me basta. Ontem alguém me beijou as mãos em agradecimento pelo resultado do meu trabalho, e eu beijei suas mãos em retribuição. Faço do meu trabalho, a extensão da minha religiosidade, do meu sacerdócio. Se isso me basta, acho que estou no caminho certo.

Acho que a cura está chegando.

domingo, 7 de julho de 2013

Passos do Paciente Terminal - O fim do Médico brasileiro


Há alguns dias eu me sentia BURRA. Hoje eu me sinto ARREPENDIDA. Eu deveria ter feito outras escolhas, ter escolhido outro caminho, ter optado por uma vida mais confortável, menos frustrações, menos tristeza.
Hoje estou deprimida. Não sou deprimida, mas hoje estou deprimida.
É triste ver seu idealismo morrer de inanição, vítima da indiferença, da violência, e do descaso.
E mais triste ainda chegar à conclusão que andei contra a maré, e me ferrei. Vivi para a Saúde Pública por 14 anos, e hoje me sinto iludida por mim mesma, vítima do meu olhar romântico e irreal. Olhar de médico.
Fico me perguntando tal qual os passos do paciente terminal, qual será a próxima fase do Médico desiludido?
Estou envergonhada de mim mesma. Estou envergonhada por mim mesma. Estou envergonhada por meu passado, por meu presente, e por meu futuro.
Acho que o próximo passo dever ser ENVERGONHADA. 


BURRA - ARREPENDIDA - ENVERGONHADA.